Alexandrina Doutora

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Beata Alexandrina
Doutora das ciências divinas
(Extractos dos Sentimentos da Alma)

1° de Dezembro de 1944, sexta-feira

Ele (Jesus) veio, e veio cheio de amor.

– Vem, minha filha, louca de dor e amor, ao meu encontro. É dor que salva as almas, é loucura de amor por Mim.

Se o mundo conhecesse esta vida de amor, esta união conjugal [1] de Jesus com a alma virgem, com a alma que escolhe para sua esposa !

Deolinda, Alexandrina e Sãozinha

Mas não conhece, e porque não conhece, calunia-a, despreza-a, persegue-a.

Ó minha pomba bela, tu és esposa e és mãe, mãe que não deixa de ser virgem ; és mãe dos pecadores, são filhos da tua dor, filhos do teu sangue que vais perdendo gota a gota, filhos do teu amor.

Minha filha, lá do Céu muitas vezes ouvirás da terra muitos pecadores chamarem-te, aclamarem-te pelo doce nome de mãe. Aclamar-te-ão aqueles que se viram livres das garras do demónio e conheceram que foram livres por ti, aproximando-se assim do Meu Divino Coração.

Grande amor, ditosa dor que te levou a merecer de Jesus tão honrosos e elevados títulos !

– Meu Jesus, Meu Jesus, que envergonhada e confundida estou ! Se eu pudesse ocultar tudo isto !

Se fosse só para Vós e para mim ! Confunde-me ouvir isto e ver a minha miséria !

– Já sabes que necessito da tua miséria para esconder em ti as minhas grandezas e omnipotência.

Escreve tudo, escreve, minha filha. Se o que te digo ficasse oculto, de nada valeria ao mundo.

Mãe dos pecadores, nova redentora, salva-os, salva-os. És a nova redentora [2] escolhida por Cristo.

Nunca houve nem voltará a haver vítima desta forma imolada, porque nunca houve tanta necessidade como hoje, nunca o mundo pecou assim.

Dezanove séculos são passados que Eu vim ao mundo e trouxe agora a nova redentora escolhida por Mim para relembrar ao mundo o que Cristo sofreu, o que é a dor, o que é o amor e loucura pelas almas.

És a nova redentora que vem salvá-los, és a nova redentora que incendeia na humanidade o amor de Jesus. Nova redentora que será falada enquanto o mundo for mundo.

Minha filha – livro onde estão escritos com dor e sangue, letras de oiro e pedras preciosas todas as ciências divinas – coragem, amada, não temas a tempestade, não temas o estrondo do trovão que traz consigo nuvem que orvalha graças, amor e maná celeste !

Enche-te, minha filha : é de amor e maná que vives. Enche-te para dar às almas.

– Obrigada, meu Jesus!

Senti-me mergulhada no amor de Jesus com tanta intensidade que, terminado o colóquio, pensei não aguentar o fogo que me devorava o coração.

18 de Maio de 945, sexta-feira

Vem o Jardineiro divino ao seu jardim a ver as maravilhas que nele operou e o fruto de tantas canseiras. Vem o Rei ao palácio da sua esposa, o Redentor divino à sua redentora, à nova salvadora da humanidade.

As minhas maravilhas em ti não ficam ocultas, não consinto no seu escondimento. Hão-de brilhar ! São a minha glória ; são salvação das almas.

Tudo será conhecido, minha doutora das ciências divinas, tudo será conhecido no livro da tua vida [3].

És a heroína do amor, a heroína da dor, a heroína da reparação, a heroína dos combates, a rainha dos heroísmos.

Recebe conforto, filhinha, recebe o Meu amor divino.

Quando vier a ti nos Meus colóquios, uno-Me a ti com este amor. Venho dar vida e conforto ao teu coração, ajudar-te nas tuas trevas.

És minha sempre e Eu sempre em ti habito !

22 de Fevereiro de 1946, sexta-feira

És mestra de todas as ciências, doutora das ciências divinas.

Quanto o mundo tem de aprender de ti !

Eu falo com toda a ciência e sabedoria. Quando te falei da Pátria, não te enganei, porque, para aqueles que obedecem, no mundo não têm pátria, a sua Pátria é só o Céu.

Se soubesses, minha filha, quanto custou ao meu Divino Coração, louco de amor por ti, não te dizer tudo o que ia suceder, quando sorri e demorei a minha resposta !

Dei-te a coragem e confiança em todo este te tempo para poderes resistir e teres agora coragem para receberes tão grande golpe (partida do Pe. Pinho para o Brasil).

Não te enganei ao dizer que não te pedia o sacrifício da partida do teu Paizinho (era assim que a Alexandrina se referia ao Pe. Mariano Pinho). Não to pedi na ocasião ; vim agora pedir-to mais tarde. E vês como me deste tudo ?

Textos recolhidos pelo Professor José Ferreira.

*  *  *  *  *

NOTAS:

[1] Veja-se parte duma nota do Pe. Humberto a propósito desta «união conjugal»:
«União conjugal» exprime muito claramente o matrimónio místico realizado na Alexandrina. O termo não significa senão «transformação total no Amado, isto é, no Filho de Deus» (S. João da Cruz, Cântico espiritual, 22). (…) É o mais alto estado de perfeição a que se pode chegar: duas naturezas num só espírito e amor.
O Pe. Humberto, tendo lido esta expressão «união conjugal», em 18-7-45 pediu à serva de Deus algum particular e escreveu enquanto ela ditava :
«Era sexta-feira. Fui atraída por Jesus que me estendeu a sua mão divina; fechou a minha mão direita na sua e pôs a esquerda no meu ombro. Em frente a nós havia uma taça como acontece nos casamentos e ouvi do Alto uma bênção nupcial. Estava no alto o divino Espírito Santo e quem uniu foi o Eterno Pai; também estava a Mãezinha».
[2] Nos escritos da Alexandrina, Jesus chama-lhe repetidas vezes redentora. O seu maior estudioso e mais categorizado intérprete, o P.e Humberto Pasquale, ao traduzir-lhe os escritos para italiano, substitui esta palavra por co-redentora. Numa nota ao texto que aqui se transcreve, afirma o seguinte :
«  No original está a palavra “redentora”. Para entendê-la no modo justo deve ser vista no contexto. De facto quem opera em Alexandrina é somente Jesus : afirma-o Ele mesmo muitas vezes.
Como Cabeça do corpo místico actua em cada um dos seus membros ; faz próprios os seus actos e enriquece-os com os seus méritos infinitos; oferece-os ao Pai Eterno como coisa sua em favor das almas.
“É Deus quem dá incremento… nós somos servos inúteis”, como ensina S. Paulo. Isto é tão verdadeiro que a alma mística sabe, por experiência, que não faz nada; sente-se sem vontade própria; não é dona de nada; não conta senão com Jesus.
A sua vida é um perene abandono n’Ele ; sente-se incapaz do que quer que seja, à excepção de pecar, se lhe faltasse a ajuda do Alto.
Todo o diário de Alexandrina fala disso e o confirma ».
[3] Jesus, que já tinha dito neste dia à Alexandrina «Assemelhei-te a Mim e o teu Calvário ao Meu», assegurara-lhe imediatamente antes das palavras transcritas :
« És rica de Mim, és rica de virtudes. É por isso que os teus olhares atraem, têm carinho, têm doçura, têm prisões, têm amor. É por isso que o teu sorriso tem meiguices, tem tudo o que é do Céu.
Não vives tu, vivo Eu; são meios de salvação e de chamamento às almas.
Não é verdade, minha filha, que Eu na Minha vida, no Meu Calvário, tinha duas vidas, humana e divina ? Até nisso te pareces comigo.
No teu calvário também tens a vida divina: é Cristo que vive em ti. Nada temas ».

 

 

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