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Dom HUmberto PasQUALE

Umberto Maria Pasquale Nasceu em Vignole Borbera em 1° de Setembro de 1906 numa família profundamente cristã, segundo de nove filhos. Desde pequeno manifestou um carácter vivaz, alegre, um pouco "menino", como amava definir-se, mas simultaneamente, na profundidade do coração, nutria desde então o amor pela oração e um zelo visível pelo próximo necessitado e sofredor. Rezava um pouco em qualquer lugar, mas sobretudo amava improvisar altarzinhos da Virgem Maria às margens do torrencial Borbera, quando levava à pastagem suas cabrinhas.

Terminou a escola primária, trabalhou durante dois anos numa fábrica, antes de ser aceito, aos treze anos, pelos Salesianos de Turim Valdoco onde continuou seus estudos até 1921. Em Valdoco, ouvindo o relato dos missionários que estavam de passagem, interessou-se pelas missões e começou a nutrir o desejo de ir à Colômbia para ajudar os leprosos. Mas a este projecto se opôs o pai que temia pela vida do filho. Humberto pôde porém prosseguir o seu caminho vocacional no Seminário de Stazzano. Mas no limiar do subdiaconato, emergiu imperioso o desejo de partir para as missões; afastou-se do seminário e retornou aos Salesianos de Turim. Ao término do noviciado em Borgomanero e proferido a profissão religiosa, em 1932, apresentou o pedido para ir à Colômbia. Mas os Superiores pediram-lhe para partir para Portugal onde era necessário que ficasse "ao menos um ano". Isto foi uma reviravolta que marcou profundamente a sua vida.

Chegou a Lisboa em 1933, foi ordenado sacerdote em 21 de Dezembro de 1935 pelo Cardeal Cerejeira. Aquilo que o impressionava era a miséria, a pobres, a fome, o abandono dos meninos; por isso nas diversas Casas Salesianas em que passou, entregou-se às numerosas iniciativas, ajudado pelos leigos, que enfrentam a diversidade de pobrezas espirituais e materiais da juventude e dos adultos. Em 1937, nomeado Mestre dos Noviços, abriu uma nova Casa em Mogofores; graças à força evangelizadora do Pe. Humberto, a região conheceu um verdadeiro renascimento espiritual depois de 60 anos de abandono religioso. Publicou um catecismo popular e organizou simultaneamente cursos para catequistas; deu vida à uma pequena editora, a Edições Salesianas que nos anos seguintes se expandiu e encontrou um lugar estável em Porto.

Em Portugal encontrou duas pessoas que marcaram profundamente a sua vida: Irmã Lúcia de Fátima e Alexandrina Maria da Costa. Com a Irmã Lúcia estabeleceu um vínculo epistolar que durou a vida toda; com a vidente compartilhou a mensagem de Fátima que contribuiu com a divulgação de numerosas publicações. Em 1944 tornou-se Director Espiritual da grande mística portuguesa Alexandrina Maria da Costa recentemente beatificada pelo Servo de Deus João Paulo II. Foi seu principal biógrafo, juntou todos os seus escritos que se revelaram uma pérola preciosa no campo da mística. Após a sua morte abriu e seguiu os trâmites pela causa da beatificação. Em 1948, chamado à Itália, foi designado ao Centro Catequístico de Turim inicialmente, e à Leumann depois. O serviço que desenvolveu na Igreja italiana no campo catequístico naqueles anos foi grandioso. Desenvolveu um apostolado incansável pela evangelização através da missão popular, encontros com sacerdotes e seminaristas, semanas catequísticas e com a publicação de vários livros.

A espiritualidade do Pe. Humberto, que possuía uma personalidade forte e humanamente muito rica, se apoia em alguns pontos cardeais: um intenso e constante amor à Nossa Senhora à qual tudo atribuiu na sua vida; uma dedicação apaixonada ao mistério sacerdotal e apostólico, no qual dissipa o melhor das suas riquezas interiores; a sofrida sensibilidade à miséria, ao sofrimento, à dor das crianças e dos pobres. A atenção carismática ao mistério das consciências e do florescer silencioso da santidade. A dedicação sacrificada à missão catequista que o faz tornar-se um difusor incansável da Palavra de Deus. O significado profundo da oração que o leva a desgastar a coroa do seu Rosário em um diálogo ininterrupto com a Virgem Maria. O salesianíssimo e dinâmico amor pela juventude, as mais pobres e abandonadas, que encontra tantas vezes no seu caminho. Não descuidou jamais, em toda sua actividade apostólica, a vocação do espírito, dotado de um finíssimo e seguro discernimento espiritual, alimentado também pelo estudo da vida dos santos e dos grandes mestres da teologia mística. São numerosíssimas as pessoas que tiveram regularmente um contacto com ele para a direcção espiritual e entre estas não faltaram almas com dons espirituais. Faleceu em Rivoli, Turim, em 5 de marco de 1985, depois de dois anos de sofrimentos físicos. O seu corpo repousa no cemitério da sua terra natal, Vignole Borbera, em vista da ressurreição, mas uma imagem com o seu nome se encontra também no túmulo da Família Salesiana em Leumann (To), onde jamais faltam flores frescas, sinal de gratidão daqueles que se sentem amados, ajudados e edificados pela sua pessoa e seu testemunho.

A complacência do Senhor por este fiel filho de São João Bosco está assegurada até nas páginas do diário da Beata Alexandrina Maria da Costa, nas quais ela menciona o quanto Jesus lhe dizia a respeito do Pe. Humberto. Mencionamos apenas algumas frases. No êxtase de 13 de marco de 1945, Jesus lhe disse: "dê ao meu caro Pe. Humberto a abundância do meu amor. Diga-lhe que estou com ele quando reza, trabalha, orienta e encaminha a mim a tua alma. Dá-lhe em meu nome os meus agradecimentos". E ainda, durante a "tempestade" explodida sobre a Alexandrina, depois de uma visita do Pe. Humberto com o seu Inspector Pe. Ermenegildo Carra, ela escreve no diário o que Jesus lhe havia dito: "Dê ao meu caro Pe. Humberto os meus agradecimentos por ter vindo dar vida à alma da minha esposa, da minha vítima amada. Dê o meu amor, a minha graça e bênção a ele e a toda a Congregação (...) É o prémio que dou a ele com a minha Mãe bendita que ele ama e Ela o ama tanto". (16 de Janeiro de 1945).

Oração

Oh Santíssima Trindade, a Ti elevamos um hino de louvor e gratidão por ter dado à Igreja e à Família Salesiana, o Pe. Humberto Maria Pasquale, sacerdote segundo o Coração de Cristo. Assim que Tu o chamaste, ele consagrou a sua vida a Ti e seguindo fielmente o caminho aberto por São João Bosco, anunciando o Evangelho e levando o Teu amor por toda parte, entregando-se pela juventude pobre, pelas crianças, pelos sofredores e encaminhando numerosas almas no caminho da santidade. De Ti esperamos, pela intercessão de São João Bosco e do seu filho Pe. Humberto, os dons dos sacerdotes santos e directores espirituais que, iluminados pelo Espírito Santo, levem os jovens e todas as almas ao caminho da caridade e santidade.

Imprimatur + Martino Canessa Curia Vescovile di Tortona 22/09/2006 Para informações e relações de graças recebidas: Centro Studi "Opera dei Tabernacoli Viventi" c/o Famiglia Salesiana Via Copernico 9 20125 Milano

 

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