SOYEZ LES BIENVENUS SUR LE SITE DES AMIS D'ALEXANDRINA - SEDE BEM-VINDOS AO SITE DOS AMIGOS DA BEATA ALEXANDRINA

     

III DOMINGO DO TEMPO COMUM
— A —

Leitura do Livro de Isaías     Is 8, 23b – 9, 3 (9, 1-4)

Assim como no tempo passado foi humilhada a terra de Zabulão e de Neftali, também no futuro será coberto de glória o caminho do mar, o Além do Jordão, a Galileia dos gentios. O povo que andava nas trevas viu uma grande luz ; para aqueles que habitavam nas sombras da morte uma luz se levantou.

Multiplicastes a sua alegria, aumentastes o seu contentamento. Rejubilam na vossa presença, como os que se alegram no tempo da colheita, como exultam os que repartem despojos.

Vós quebrastes, como no dia de Madiã, o jugo que pesava sobre o povo, o madeiro que ele tinha sobre os ombros e o bastão do opressor.

 

Salmo 26 (27), 1.4.13-14

O Senhor é minha luz e salvação :
a quem hei-de temer?
O Senhor é protector da minha vida :
de quem hei-de ter medo?

Uma coisa peço ao Senhor, por ela anseio :
habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,
para gozar da suavidade do Senhor
e visitar o seu santuário.

Espero vir a contemplar a bondade do Senhor
na terra dos vivos.
Confia no Senhor, sê forte.
Tem confiança e confia no Senhor.

 

Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo
aos Coríntios     1 Cor 1, 10-13.17

Irmãos :

Rogo-vos, pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma linguagem e que não haja divisões entre vós, permanecendo bem unidos, no mesmo pensar e no mesmo agir.

Eu soube, meus irmãos, pela gente de Cloé, que há divisões entre vós, que há entre vós quem diga : « Eu sou de Paulo », « eu de Apolo », « eu de Pedro », « eu de Cristo ».

Estará Cristo dividido? Porventura Paulo foi crucificado por vós? Foi em nome de Paulo que recebestes o Baptismo?

Na verdade, Cristo não me enviou para baptizar, mas para anunciar o Evangelho ; não, porém, com sabedoria de palavras, a fim de não desvirtuar a cruz de Cristo.

 

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo
segundo São Mateus     Mt 4, 12-23

Quando Jesus ouviu dizer que João Baptista fora preso, retirou-Se para a Galileia. Deixou Nazaré e foi habitar em Cafarnaum, terra à beira-mar, no território de Zabulão e Neftali. Assim se cumpria o que o profeta Isaías anunciara, ao dizer :

« Terra de Zabulão e terra de Neftali, estrada do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios : o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz ; para aqueles que habitavam na sombria região da morte, uma luz se levantou ».

Desde então, Jesus começou a pregar : « Arrependei-vos, porque o reino de Deus está próximo ».

Caminhando ao longo do mar da Galileia, viu dois irmãos : Simão, chamado Pedro, e seu irmão André, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. Disse-lhes Jesus : « Vinde e segui-Me e farei de vós pescadores de homens ».

Eles deixaram logo as redes e seguiram-n’O.

Um pouco mais adiante, viu outros dois irmãos : Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, que estavam no barco, na companhia de seu pai Zebedeu, a consertar as redes. Jesus chamou-os e eles, deixando o barco e o pai, seguiram-n’O.

Depois começou a percorrer toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, proclamando o Evangelho do reino e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo.

 

“Convertei-vos porque está próximo o reino de Deus”

Na primeira leitura o profeta Isaías diz: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; habitavam numa terra de sombras, mas uma luz brilhou sobre eles”.

Mas, que povo era esse que “andava nas trevas”, podemos nós perguntar?

Todavia, seria talvez mais judicioso perguntar noutro tempo do mesmo verbo: “O povo que anda nas trevas”, portanto utilizando o presente e a resposta nos parecerá mais evidente, porque actualmente o mundo anda completamente cego e temos a impressão que cegos procuram guiar outros cegos.

A Sagrada Escritura tem esta vantagem extraordinária: ser sempre de uma actualidade estrondosa, qualquer que seja o trecho que lemos.

Logo a seguir o mesmo Profeta diz ainda: “Multiplicaste a alegria, aumentaste o júbilo”. Isto poderia ser uma verdade nos nossos tempos, se o povo se sentisse feliz de louvar, de amar, de adorar Deus “em espírito e em verdade”, mas, infelizmente tal não é o caso, por muito optimista que desejemos ser. Efectivamente, o povo — ou seja: nós todos — continuamos a andar nas trevas, preferindo estas à Luz divina, aquela que nos ilumina e nos mostra o Caminho, a Verdade e a Vida, tal como nos lembra o salmo deste dia: O Senhor é minha luz e salvação”.

Poucos somos a querer verdadeiramente “uma só coisa”, aquela que do mais profundo do coração, de toda a força das nossas almas devíamos pedir e desejar: “peço ao Senhor e ardentemente a desejo: é habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para saborear o seu encanto e ficar em vigília no seu templo”.

Talvez porque muitos de nós confundimos a casa de Deus com a nossa própria casa; talvez porque muitos de nós pensamos ter em nós a “pedra filosofal” — mais inteligentes e sábios do que o próprio Deus — julgamos ter o direito de julgar os nossos semelhantes, de lhes impor as nossas ideias — mesmo quando elas são erros manifestos — e dar lições sobre o que nós mesmos ignoramos, talvez por isso, dizíamos, podemos aplicar a nós mesmos, estas palavras de S. Paul, na sua carta aos Coríntios: Peço-vos, irmãos, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, que estejais todos de acordo e que não haja divisões entre vós; permanecei unidos num mesmo espírito e num mesmo pensamento”.

Mas, mais ainda, sem recorrer à sabedoria da linguagem, para não esvaziar da sua eficácia a cruz de Cristo”, sejamos simples, sejamos humildes, sejamos amor, porque se Deus vive em nós, em nós igualmente habita o Amor, porque “Deus é Amor”.

Que nos pede o Senhor, hoje e cada dia que vivemos?

“Convertei-vos, porque está próximo o Reino do Céu”.

Jesus avisa, Jesus aconselha e pede que façamos como Ele: que anunciemos que o “Reino de Deus está próximo”, mas também que proclamemos o Evangelho do reino, que anunciemos que Jesus nos espera, que Ele quer que moremos na mesma morada onde Ele vide: no Coração do Pai e cheios do Espírito Santo que nos vivifica e nos enche “gratuitamente” dos seus sete dons, de maneira que possamos ser, agora e sempre, filhos predilectos de Deus e obtenhamos a salvação eterna, o que cada um de nós anseia, “esperando contra toda esperança”, como nos diz S. Paulo.

Lancemos as nossas redes, não para ter o orgulho de uma grande pesca, mas para seguirmos com humildade, o convite de Jesus:

“Vinde comigo e Eu farei de vós pescadores de homens”.

João Baptista estava na prisão, estava privado de liberdade, mas nem por isso deixava de amar e adorar a Deus; a sua fé era maior do que a morte que o esperava, uma morte violenta, cheia de barbaridade e de ódio, por parte de Herodes.

A sua figura de homem de Deus, de Profeta do Senhor, a sua aceitação do martírio por amor de Deus, fez dele uma “alma-vítima”, um arauto do Evangelho que de antemão, aceitara de viver em Cristo, de Cristo e para Cristo, numa imolação voluntária, semente da palavra divina nos corações de muitos dos seus discípulos e de muitos outros, por isso se pode afirmar que João Baptista, mesmo do fundo da sua prisão se tornou um “pescador de homens”, segundo os desejos de Jesus, Filho de Deus feito homem, para nos salvar.

Todos unidos no mesmo amor, na mesma irmandade dos filhos de Deus, sejamos capazes de dizer, de gritar mesmo:

“Creio, firmemente, vir a contemplar a bondade do Senhor, na terra dos vivos”. Ámen.

Afonso Rocha

Pour toute demande de renseignements, pour tout témoignage ou toute suggestion,
veuillez adresser vos courriers à
 :

alexandrina.balasar@free.fr