Teresa Saldanha

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Teresa Rosa Fernanda
DE SALDANHA OLIVEIRA E SOUSA
1837-1916

Fundadora da Congregação Portuguesa das Irmãs
Dominicanas de Santa Catarina de Sena

 CRONOLOGIA

4 Setembro 1837

Nascimento em Lisboa, no Palácio da Anunciada, Rua das Portas de Santo Antão. Filha de João de Saldanha Oliveira e Sousa e de Isabel Maria de Sousa Botelho – 3os Condes de Rio Maior.

5 Setembro

Acto de Baptismo na Capela do Palácio da Anunciada. Foram padrinhos o avô materno, D. José Luis de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos e a avó paterna D.Leonor Ernestina de Carvalho Daun Lorena.

1840

Estado de saúde débil. Notícia em como só adormeci ao som d'"Os últimos pensamentos", de Weber, executado ao piano por sua mãe. A família muda-se para uma pequena casa, junto à residência de seu avó materno, o Conde de Vila-Real.

1842

Notícia em como seguia correntemente a leitura, no missal.

1844

Notícia da 1ª Confissão ao padre L.Richmond, na Igreja dos Inglesinhos, em Lisboa.

13 Abril 1848

Primeira Comunhão, no altar de N. Senhora da Conceição, na Igreja dos Inglesinhos.

* * *

A sua orientação educacional foi iniciada por sua mãe, no campo das letras e das artes. Desenvolveu-se através de professores particulares escolhidos pela Condessa e sempre com a sua colaboração.

* * *

1851/1852

Primeiros carvões de que há notícia (um auto-retrato e vários retratos de família).

Morre o seu 1º Mestre de desenho, Mr. Leberthais substituído, em Dezembro, por escolha de sua mãe, pelo mestre Tomás José da Anunciação, que a inicia nas técnicas de aguarela e óleo.

Doença de garganta que lhe afecta as cordas vocais.

31 Janeiro 1855

É-lhe adquirido um piano considerado um dos melhores na Lisboa da época e que fora escolhido pelo seu professor, Mestre Eugênio Mazzoni.

Primeiro grande apelo místico, quando pinta o tema do "Ecce Homo".

1856

Redige um escrito místico de recorte literário, onde fica patente a sua opção fundamental: recuso da mundaneidade em favor da suficiência de Deus, Pelo apoio ao pr6ximo. Continua a executar carvões, aguarelas e óleos.

1857

Reafirma em novo escrito a sua vontade de consagração total a Deus.

1862

Dirige o Colégio de Santa Marta para Meninas Pobre, auxiliada pelas Irmãs de S.Vicente de Paulo. Nesse mesmo ano, estas vêem-se forçadas a abandonar o país, por entre a agitação da opinião pública, vivendo-se momentos conturbadíssimos, dada a politização da religião.

17 Janeiro 1864

Adoece com uma estranha ferida na testa. Intervenção cirúrgica.

3 Maio

Pela primeira vez revela a sua mãe a decisão de ser religiosa, decisão essa tanto mais difícil, dado o já referido anti-clericalismo que se vivia e que levara à extinção das ordens religiosas.

4 Maio

Em carta dirigida a sua cunhada dá-lhe conta de que já declarara à mãe a intenção de entrar para as Irmãs da Ordem Terceira de S. Domingos, estabelecida em Stone, na Inglaterra, e para tal estava, inclusive, aceite. Refere ainda a vontade de trabalhar em prole de uma Fundação em Portugal, o que aponta claramente para uma tentativa de renovar o estado de coisas, relativamente à acção religiosa no país.

1865

Ano de intensa produção pictórica ligada à iconografia religiosa:

·  Painel do "Sagrado Coração de Jesus" - Goa

·  "Santa Brígida - Convento das Inglesinhas

·  "Nossa Senhora e o Menino Jesus" - Hospital de São Luís, das Irmãs da Caridade Francesas

·  Painel em honra da "Beata Maria dos Anjos".

7 Novembro 1866

Duas mulheres - Miss Harriet Martin e Mª José de Barros e Castro concretizam o projecto de Teresa de Saldanha, ao serem por ela enviadas para a Irlanda, a fim de aí fazerem o seu Noviciado.

13 Novembro 1868

Regressam a Lisboa, já na qualidade de Irmãs Maria Madalena e Maria José. Estava fundada a Congregação Portuguesa das Irmãs Dominicanas de Santa Catarina de Sena.

1869

Datam deste ano as últimas produções pictóricas que se conhecem. Estamos perante o momento da renuncia à pintura. Afirmava-se a Fundadora.

1877

Com o próprio património comprou a Quinta e o Palácio de S. Domingos de Benfica, em Lisboa, para Casa-Mãe da Congregação.

Epístola dirigida a seu irmão, escrita de Roma, onde faz considerações estéticas sobre as obras dos grandes mestres que visitou.

1887

Tomou finalmente o Hábito, fez a sua Profissão Religiosa e foi eleita Superiora Geral.
Entretanto promovera a abertura de Dispensários, Asilos e Colégios, para protecção dos menos favorecidos nos Ambitos material e espiritual.

5 Outubro 1910

Com a implantação, da República são confiscados os bens da Congregação, as Irmãs dispersam-se pela Bélgica, Brasil e América do Norte, onde implantam novas comunidades, para continuarem o seu apostolado.

As que ficaram em Portugal, acolhidas pela família ou elos amigos, tentaram continuar a sua missão. Discretamente presentes nas obras anteriormente assumidas ou arriscando novas fundações, não deixaram perecer o espírito da sua Fundadora.

Teresa de Saldanha, completamente despojada dos seus bens, vê-se forçada a alugar uma pequena casa na Rua Gomes Freire, em Lisboa.

8 Janeiro 1916

Morre Teresa de Saldanha com 79 anos.

Texto colhido no Site da Congregação.

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